Reprodução Humana

Os miomas são tumores benignos do útero e podem atingir de 40 a 60% das mulheres em idade fértil. Alguns dos fatores que impulsionam o aparecimento de miomas, são: obesidade, nuliparidade (mulheres que nunca tiveram filhos), cor negra (2,9% de risco maior do que as brancas) e predisposição familiar. No Brasil, cerca de 300 mil mulheres, por ano, perdem o útero como consequência da doença.

O sintoma mais comum é o aumento da perda sanguínea durante ou fora do período menstrual. Também pode haver dor e compressão de órgãos como a bexiga, o intestino ou outras estruturas vizinhas ao útero.

Quando a paciente apresenta sintomas o tratamento clínico medicamentoso é a primeira indicação. Se este não apresentar resultados é necessário optar por outros tratamentos. A retirada cirúrgica apenas dos miomas (miomectomia) é possível na maioria dos casos. Porém a embolização de miomas deve ser considerada quando existe risco de perda do útero (histerectomia) durante a tentativa de retirada dos miomas. Além disso, a embolização pode ser a melhor opção para pacientes que já fizeram a miomectomia e apresentam crescimento de novos miomas. Portanto é uma técnica que trata os miomas preservando o útero.

Como é realizada a embolização de miomas uterinos?

É realizada através de uma pequena incisão, de aproximadamente 3mm, na virilha. Através dessa pequena incisão é introduzido um cateter (um fino tubo) pela artéria femoral. O cateter progride até as artérias uterinas, onde são liberadas partículas que obstruem a irrigação dos miomas fazendo com que os mesmos regridam ou desapareçam. Esse procedimento é realizado numa sala de hemodinâmica (cateterismo).

 

Saiba mais sobre a embolização.

 

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