Doença Carotídea – O que é? Qual o tratamento?

O que é?

É o estreitamento ou bloqueio das artérias do pescoço por placas de gordura. Ocorre frequentemente em pacientes com maior idade, diabetes, tabagistas, pressão alta e colesterol alto.

Quais os sintomas?

A maior parte das pessoas com placas nas artérias carótidas não tem sintomas, porém, se as carótidas estiverem gravemente estreitadas pode ocorrer o deslocamento de placas ou micro trombos para o cérebro. O quadro clínico é de derrame maior ou menor, com paralisia total ou parcial de um dos lados do corpo na maioria das vezes. Algumas vezes a paralisia pode ser temporária, durando menos que 24 horas. Nestes casos o quadro é chamado de acidente vascular isquêmico transitório (AIT), pois após 24 horas não fica nenhuma seqüela de derrame. 

O que fazer para estabilizar ou regredir as placas de carótidas?

É preciso controlar rigorosamente os fatores de risco como o diabetes melitus, a hipertensão arterial, o colesterol e o triglicérides, e controlar outras doenças metabólicas como a tireóide. Fazer atividade física regular apropriada para condição clínica do paciente e parar de fumar se o paciente for tabagista.

Além disso, o uso de estatinas em doses maiores pode estar indicada. Conforme cada caso tentamos manter o LDL colesterol abaixo de 70. O uso de antiagregantes plaquetários como AAS infantil ou clopidogrel, por exemplo, entre outros medicamentos, também é importante.

Com todo este esforço estamos falando em estabilizar as placas ou diminuir a sua velocidade de crescimento. A regressão de placa pode acontecer, porém não é o esperado de forma geral.

O que fazer se descobri o problema e as placas já são significativas ou se apesar do tratamento as placas crescerem muito?

É preciso definir primeiro se o paciente é sintomático (com sintomas) ou assintomático ( sem sintomas). Todos os pacientes sintomáticos com estenoses de carótidas acima de 50% devem ser tratados cirurgicamente (cirurgia aberta ou angioplastia). Ou seja, se apresentou sintomas de derrame (acidente vascular cerebral isquêmico ou acidente vascular cerebral isquêmico transitório) de qualquer intensidade.

Se o paciente é assintomático, todas as estenoses acima de 70% devem ser tratadas cirurgicamente (cirurgia aberta ou angioplastia).